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CARTA SEMANAL: ECONOMIA
08/07/2008
Crédito, renda e vendas no varejo
Estimamos relações estáveis entre algumas variáveis-chaves (crédito, renda real e preços do varejo) para a determinação do nível de vendas no comércio varejista que, a nosso ver, é nosso melhor indicador de demanda. Concluímos que, dado o impacto restritivo da política monetária sobre a expansão do crédito, a tendência do comércio é de desaceleração em sua taxa de crescimento em doze meses, a partir de maio de 2008, mas situando-se ainda em ritmo ainda elevado, dadas as estimativas de expansão do PIB potencial. Provavelmente, desaceleração mais significativa do varejo ficará para 2009.
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CARTA SEMANAL: ECONOMIA
08/07/2008
A piora das expectativas e suas conseqüências
Desde a divulgação do último Relatório de Inflação, as expectativas de inflação têm revelado piora significativa. Ademais, esse movimento de deterioração parece ainda não se ter esgotado, como é possível inferir das informações contidas na distribuição de freqüência das expectativas de inflação, divulgada no início desta semana. Por outro lado, a alta das commodities não deverá ser revertida, pelo menos não na intensidade requerida para provocar alívio considerável no cenário de inflação mundial. Assim, quando o COPOM se reunir daqui a duas semanas, provavelmente essas condições mais adversas não terão mudado, o que justificaria aperto mais forte da política monetária brasileira.
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CARTA SEMANAL: POLITICA
08/07/2008
A Avaliação do Governo Já Está Sendo Afetada pela Inflação?
A última pesquisa CNI/Ibope acendeu a luz amarela no Planalto Embora os níveis de aprovação do governo e do presidente Lula tenham permanecido estáveis, a pesquisa evidencia que a inflação já atingiu a opinião pública. Os eleitores estão pessimistas sobre o futuro da economia e sua avaliação do desempenho da política econômica começou a cair. O carisma do presidente Lula o tornaria imune aos percalços da economia? É provável que não, como reconhece o chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho. Como ocorreu em 2004 e 2005, o atual aperto monetário pode criar um ciclo econômico político favorável ao governo no ano da eleição presidencial (2010). A diferença é que o cenário externo já não é mais tão favorável quanto o daquela época.
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