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CARTA SEMANAL: ECONOMIA
31/08/2010
EUA: fricções no mercado de trabalho dificultam ajustamento
O desemprego vigente nos EUA revela grandes disparidades, especialmente de caráter regional. Regiões em que se mostra mais elevado são também aquelas em que os preços dos imóveis mais caíram. Em muitos casos, as dívidas hipotecárias passaram a ter valor superior ao dos imóveis, fator este que comprovadamente reduz a mobilidade geográfica da mão de obra. Além disso, vagas abertas no mercado de trabalho não têm sido ocupadas devido a um certo descasamento entre qualificações exigidas e oferecidas. Tal quadro sobrecarrega as contas públicas, não é passível de ser corrigido por ação do Fed, e significa que a taxa de desemprego permanecerá elevada por longo tempo. Por fim, o elevado grau de desemprego estrutural tende a diminuir os riscos de deflação e double-dip.
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CARTA SEMANAL: ECONOMIA
31/08/2010
Baixo crescimento da economia norte-americana, por bom tempo
Durou pouco o entusiasmo do mercado com as considerações de Bernanke sobre o arsenal monetário à disposição do Fed. Análises detalhadas das possibilidades têm levado muitos a concluir pela ausência de soluções rápidas e eficazes para impulsionar a economia. O quadro atual parece tipicamente keynesiano, situação em que expansão monetária não produz aumento da demanda agregada. Como agravante, lembre-se que a política fiscal também pode ter atingido seu limite. Para o restante do ano, e talvez também em 2011, provavelmente a economia crescerá em ritmo inferior ao seu potencial. Para o Brasil, tal cenário não parece de todo ruim, pois permitirá a manutenção de juros reais relativamente baixos, com grande espaço para crescimento "para dentro".
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CARTA SEMANAL: POLITICA
31/08/2010
A Disputa PSDB-PT Desloca-se Para os Estados
Os números da corrida presidencial são crescentemente favoráveis a Dilma Rousseff e péssimos para José Serra. No PT vai se cristalizando a percepção de que a batalha pela Presidência da República está praticamente decidida. Diante disso, a prioridade do presidente Lula e do PT tornou-se derrotar o PSDB também nas eleições para governador, especialmente em São Paulo e Minas Gerais. Para os dirigentes tucanos, o desafio agora é manter os governos desses Estados. Eleger Geraldo Alckmin em São Paulo e Antônio Anastasia em Minas passou a ser condição necessária para garantir a sobrevivência política da oposição. Neste caso, as pesquisas são favoráveis aos tucanos. Mercadante cresceu um pouco, mas Alckmin mantém folgada dianteira e em Minas, Anastasia está crescendo rapidamente e já está empatado com Hélio Costa.
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