AGENDA SEMANAL 25/03/2015

CARTA SEMANAL - POLÍTICA 25/03/2015

CARTA SEMANAL - POLÍTICA - Reforma política: consertar o telhado sob tempestade

Michel Temer, Eduardo Cunha e Renan Calheiros, o PMDB, enfim, estão anunciando: a reforma política vem aí. Como os pemedebistas estão fazendo e desfazendo no Congresso, muito provavelmente, a reforma política finalmente irá adiante. Será equivalente a consertar o telhado sob uma tempestade que muitos classificam como perfeita. Ou seja, é grande a chance de ocorrer um acidente ou de o conserto virar uma gambiarra improvisada. E se os pemedebistas são hoje os donos da bola, a reforma política provavelmente ficará próxima daquela defendida pelo PMDB.

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ESTUDOS MCM 26/03/2015

O impacto das intervenções do BCB na taxa de câmbio

A forte depreciação do real frente ao dólar fez com que o Banco Central passasse a adotar em agosto de 2013 programas de intervenção diária no mercado de câmbio para conter esse movimento. Neste Estudo MCM, utilizamos um método econométrico para estimar os efeitos desses programas sobre a taxa de câmbio, de forma a verificar se as intervenções alcançaram o objetivo de conter a depreciação da moeda e suavizar a volatilidade. Os resultados mostram que apenas o primeiro programa de intervenções teve efeito significativo.

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OPINIÃO MCM 20/03/2015

Somnium non nocet

“Temos que ter a ambição de chegar a um rating A”- Joaquim LevyEssa e muitas outras deveriam ser nossas ambições como país, mas a pergunta que se interpõe é: como vamos chegar lá?O Brasil tem dois problemas sérios a enfrentar: desequilíbrio macroeconômico que já está gerando seus frutos amargos e – ainda mais séria – ausência de plataformas estruturais de longo prazo. Não vamos chegar ao rating A nos próximos anos, obviamente. A luta é mais embaixo, é para não sermos rebaixados. E há ainda uma luta ainda mais importante: como vamos, num prazo mais longo, superar a “armadilha da renda média”, ou seja, alcançar o grupo de países com renda superior a 20 mil dólares por cabeça?Consertar os desarranjos macroeconômicos não é tão difícil assim. Daí segue viva a chama de mantermos o grau de investimento. O governo encetou por essa vereda. No âmbito da política monetária, elevou os juros acima do neutro para trazer a inflação para baixo. E no âmbito dos subsídios ineficientes, está permitindo a inflação dos administrados subir acima de 10%. Uma coisa conflita com a outra em termos do objetivo final, claro, mas ambas estão corretas.

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