AGENDA SEMANAL 28/08/2015

CARTA SEMANAL - POLÍTICA 26/08/2015

Mais um erro

Como se sabe, o vice-presidente Michel Temer deixou o varejo da coordenação política. Disse que, a partir de agora, irá se dedicar à macro política. Temer, ao que parece, já vinha cogitando abrir mão da coordenação política. Mas acelerou a saída ao perceber que a presidente Dilma passou a tratá-lo de maneira diferente após ele ter dito no começo do mês que “alguém precisa reunificar” o país. A saída de Temer deixou um buraco na articulação política que não se sabe como será preenchido. Isso ocorreu quando o governo anunciou, sem detalhar, a intenção de cortar dez ministérios. É uma tarefa complexa que demandará muita habilidade política para minimizar os custos da operação. Quem cuidará dos aspectos políticos envolvidos nessa empreitada? Ninguém sabe.

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ESTUDOS MCM 27/08/2015

A relevância da substituição das importações

Neste Estudo MCM, a partir do coeficiente de penetração das importações, buscamos estimar a viabilidade de um processo de substituição de importações e seu efeito na indústria local. Concluímos que existem fatores que irão favorecer a indústria nacional. Contudo, o alto nível dos estoques, o custo unitário do trabalho ainda em patamar elevado e a estagnação da produtividade dificultarão a recuperação do setor manufatureiro mesmo no médio prazo.

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OPINIÃO MCM 28/08/2015

Marolinha ou Tsunami?

Não bastassem as dificuldades internas, o cenário mundial começa, agora sim, a pesar fortemente contra. E as coisas podem muito bem piorar ainda mais. A conclusão pratica é: não dá para descartar depreciação cambial adicional, prêmios de risco mais altos e preços de ativos mais baixos.A encrenca na China parece grande. E mais, os rumos não estão mais óbvios: o governo anuncia que vai deixar o câmbio flutuar mais, ao sabor do mercado, enquanto intervém pesadamente para não deixar a Bolsa cair e o câmbio depreciar muito. O sinal está confuso.E, apesar de enormes potencialidades para o longo prazo, a China tem hoje um grande problema para lidar: a forte expansão de crédito ocorrida no pós-2009, destinada a financiar projetos com taxas de retorno bem duvidosos. Por conta disso, o nível de endividamento atingiu patamares elevados, acima de 200% do PIB. Isso dá origem ao que, no mundo acadêmico, se chama de debt-overhang: empresas com endividamento elevado investem menos porque sabem que o retorno desse investimento não vai para o seu bolso, mas sim para o dos credores. E como no Japão, nos anos após a crise de 1990, a ordem do dia passa a ser "desalavancar". Mas para desalavancar não há poção mágica: ou o mundo cresce fortemente (e aí o país consegue se desalavancar sem muito sofrimento), ou corta-se consumo/investimento para, via poupança mais elevada/lucro retido, repagar as dívidas. Na China, a situação é mais complicada por conta da elevada participação do estado na economia, mas isso parece apenas conter a velocidade da desalavancagem, não evitá-la.

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