AGENDA SEMANAL 03/07/2015

CARTA SEMANAL - POLÍTICA 01/07/2015

CARTA SEMANAL - POLÍTICA - Embolia política

Conseguirá um governo tão débil, sitiado por sérios problemas econômicos e políticos, sobreviver nessas condições por mais três anos e meio? Esta é a questão crucial neste momento. E a resposta a ela é um categórico não. A situação exige da presidente novas medidas de impacto na política e na economia. Mantida a atual toada do processo econômico e político, o governo Dilma não chegará ao final. Parcelas crescentemente majoritárias da sociedade demandarão uma ruptura e a classe política providenciará uma maneira de retirar o poder das mãos da presidente. O destino do segundo mandato de Dilma ainda não está selado. Até porque, sacar Dilma do poder não parece atender aos interesses do PMDB neste momento. Mas novamente o governo está na direção da derrocada. A situação exige da presidente novas medidas de impacto na política e na economia.

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ESTUDOS MCM 03/07/2015

ESTUDOS MCM - Cenário fiscal – 2015 e 2016

Atualizamos nossas projeções para os indicadores fiscais de 2015 e apresentamos nosso cenário para a política fiscal em 2016, incorporando o resultado primário produzido este ano até maio. A meta de superávit determinada pela LDO para 2015 continua impraticável, de forma que a proposta de redução da meta faz todo sentido. Para 2016, a meta também é politicamente inviável, de modo que a proposta constante na PLDO deveria ser alterada também.

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OPINIÃO MCM 29/06/2015

Mexer na meta fiscal?

Em face dos decepcionantes dados de arrecadação dos últimos meses, da necessidade de lidar com os esqueletos das contas públicas e das dificuldades políticas no Congresso, o noticiário econômico tem aventado a possibilidade de que as metas fiscais para este ano e, possivelmente, 2016, sejam alteradas. Faz sentido?Levy certamente fez contas antes de anunciar, ao lado de Tombini e Nelson Barbosa, que o superávit primário do governo como um todo para 2015 seria de 1,2% do PIB. Mas, com as informações que temos de um semestre inteiro, parece claro que esse número não será alcançado. O que deu errado?Várias coisas. Primeiro e mais importante: o buraco mostrou-se maior do que esperado: 2014 foi um ano de déficit primário e vigorosas pedaladas, uma herança maldita das grandes. Segundo: o crescimento, por conta de choques adversos de oferta (preços administrados), continuada queda da confiança e grave crise corporativa, será menor do que todos esperávamos seis meses atrás. Isto, claro, tem impacto significativo sobre o montante arrecadado para um dado "esforço fiscal" – ou seja, a parte relativa às decisões de política econômica. Adicionalmente, a combinação de baixa popularidade da presidente e Congresso forte diluiu o tamanho do "esforço fiscal" que Levy provavelmente tinha em mente ao anunciar a meta de 1,2% do PIB.Mudar a meta, diante disso, seria o natural, considerando que as alternativas seriam cavar receitas extraordinárias de algum lugar, apelar para a contabilidade criativa do primeiro mandato ou deixar o barco rolar e rezar. Não parecem caminhos que levam ao sucesso.

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