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ESTUDOS MCM
27/01/2012
Mercado de trabalho permanece firme
Apesar da ligeira piora do emprego em dezembro (que não configura mudança de tendência), a taxa de desemprego permaneceu bastante baixa, para os padrões brasileiros. Considerando a média do último trimestre do ano passado, a taxa de desocupação retomou trajetória de queda, temporariamente interrompida no terceiro trimestre de 2011. Desta forma, as estatísticas de rendimento médio voltaram a subir com força, comportamento este que é mais compatível com o atual estágio de utilização do fator trabalho. Dada a direção atual da política econômica, o mais provável é que o mercado de trabalho siga aquecido. De fato, nossas projeções indicam que a taxa de desemprego nos próximos três meses permanecerá cerca de um ponto percentual abaixo da taxa natural, estimada por nós em 6,8%, em termos dessazonalizados.
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Agenda Semanal Eventos
ESTUDOS MCM
24/01/2012
O cenário internacional do Banco Central
Desde o final de agosto, quando teve início o ciclo de afrouxamento monetário, a piora do quadro externo tem sido utilizada pelo BC como uma das principais justificativas para a redução do juro básico. No entanto, os dados da economia brasileira ainda não mostram nada próximo ao impacto estimado pelo BC (25% do impacto da crise de 2008/2009). Mais ainda, a recente melhora do quadro externo (ausência de risco de recessão nos EUA e redução da chance de crise financeira na Europa) coloca um viés de alta na atividade econômica nacional. Analisando o último comunicado do Copom, vê-se que o BC ainda mantém inalterado o seu cenário para a economia internacional. No entanto, é bem provável que isso mude já na próxima reunião, o que levaria a autoridade monetária a encerrar o ciclo de queda da Selic, após novo corte de 50 pontos.
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CARTA SEMANAL: POLITICA
26/01/2012
A Popularidade de Dilma em Alta
Inflação no teto da meta, crescimento abaixo da média dos últimos anos, sete ministros demitidos em um período de seis meses, seis em decorrência de acusações de corrupção publicadas na imprensa. Nada disso foi suficiente para macular o primeiro ano de gestão da presidente Dilma Rousseff perante a opinião pública. Foi o que mostrou a nova pesquisa Datafolha divulgada no último final de semana. Os dados mostram que 59% dos brasileiros aprovam o governo Dilma. Nenhum presidente na história recente do país foi tão popular ao final do primeiro ano de mandato. Em comparação a Lula, o que mais chama atenção não é a avaliação mais alta do primeiro ano do governo Dilma. Ao contrário do que ocorria com Lula, a aprovação de Dilma está distribuída de maneira mais ou menos homogênea pela população e pelo país. A popularidade elevada, o comportamento da economia e o controle do Planalto sobre a base aliada abrem boas perspectivas para o segundo ano de mandato da presidente Dilma. A oposição que se cuide para não ficar ainda mais invisível.
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