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Destaques
ESTUDOS MCM
02/02/2012
Revisão do cenário para a taxa de câmbio
Revisamos nosso cenário básico para a taxa de câmbio de R$/US$ 1,95 para US$ 1,80 em dezembro de 2012. A principal razão para a redução está no exterior, e se refere à descompressão financeira que têm ocorrido na Europa após a enorme injeção de liquidez nos bancos pelo BCE em dezembro, operação que voltará a ser feita neste mês em montante ainda maior, a julgar pelas estimativas de analistas externos. Com isso, a possibilidade de ocorrência de congelamento global de crédito ficou bastante reduzida. Na verdade, temos assistido exatamente o contrário: maior apetite por risco aumentou a demanda por papéis da Itália e da Espanha, reduzindo seus yields. No Brasil, deu início a uma enxurrada de colocações de dívida de empresas no exterior, o que melhora a perspectiva de financiamento tranqüilo do déficit em conta corrente neste ano, cuja expansão, por sua vez, deverá ser limitada pela manutenção de índices elevados para as relações de troca da economia brasileira. Quanto à inflação, por ora mantemos nossa projeção de variação de 5,5% neste ano, mas voltaremos ao assunto nas próximas publicações.
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Agenda Semanal Eventos
ESTUDOS MCM
31/01/2012
Indústria: confirmam-se as expectativas de reativação
A produção da indústria cresceu pouco em 2011 (0,3%), mas deu sinais de reativação no final do ano passado, sustentada pela reversão da política monetária contracionista a partir do final de agosto, por medidas de estímulo tributário para setores específicos e pelo aumento da confiança empresarial. Com isso, os setores que saíram na frente neste processo foram o de bens de capital e o de bens duráveis de consumo. O mais provável é que a recuperação vá paulatinamente ganhando força, apoiando-se na dinâmica positiva do mercado de trabalho, na expansão do crédito e no ajuste mais acelerado dos estoques. O aumento do nível de utilização da capacidade instalada na indústria capturado pela FGV em janeiro é sugestivo de que o desempenho da produção poderá ser melhor que o esperado no primeiro trimestre. Quanto ao PIB, por conta disso, modificamos ligeiramente para cima nossa projeção de crescimento para o período janeiro-março frente ao trimestre anterior, de +0,9% para 1,1%. Mas mantivemos nossas projeções inalteradas para o quarto trimestre de 2011 e o fechamento do ano: aumento de 0,2% e 2,8%, respectivamente.
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CARTA SEMANAL: POLITICA
01/02/2012
PT e PMDB: Durará o Casamento de Conveniência?
PT e PMDB fizeram um casamento de conveniência em 2010. Como todo casamento de conveniência, a união PT-PMDB está sujeita a atritos frequentes e a relação é marcada mais pela desconfiança do que pela cumplicidade. Caso o governo Dilma venha a tropeçar em uma crise econômica ou política, os petistas temem que o PMDB abandone o barco. Por sua vez, os pemedebistas receiam ser trocados pelo PSB como parceiro preferencial em 2014. Para evitar esse desfecho, o PMDB precisará suar a camisa nas próximas eleições municipais. Será a oportunidade de mostrar aos petistas que o PSB continuará a ser um partido pequeno em face ao PMDB. Mas, o que mais preocupa o PMDB no momento é a disposição da presidente Dilma de interferir no segundo e terceiro escalões, substituindo os quadros pemedebistas por nomes ligados ao PT ou técnicos sem conexões partidárias. Por conta disso, novos atritos podem ocorrer entre o PMDB e o governo. Mas é improvável que o PMDB trabalhe contra os interesses do governo no Congresso. A prioridade do partido, em especial do grupo ligado a Michel Temer, é eleger Eduardo Alves presidente da Câmara. Para tanto, os pemedebistas estão dispostos a tolerar afrontas, deixando esfriar o prato da vingança para, talvez, degustá-lo a partir de 2013.
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